terça-feira, 25 de abril de 2017

CONQUISTA, NÃO DÁDIVA

Começa quando você escuta aquele barulho ensurdecedor de algo se quebrando.
Você percebe que o barulho vem dentro de você.
E ainda assim fica se enganando, dizendo a si mesmo que está tudo bem,
que tem tudo sob controle. 
Mas que grande mentira.
Você a sustenta até seus ombros e braços e pernas e costas doerem.
Até você não conseguir mais.
E aí você decide que é melhor deixá-la cair.
E então ela se desfaz no chão em mil estilhaços que se espalham ao seu redor,
atrapalhando o seu caminho.
E você percebe que não tem para onde ir,
que ser der um passo para qualquer direção sequer seus pés se abrirão
e o sangue começará a jorrar dos cortes.
E aí você fecha os olhos e decide que o escuro é melhor,
pelo menos por enquanto.
E você mata,
morre,
se suicida.
Metaforicamente, é claro.
Resolve deixar a dor para trás.

domingo, 23 de abril de 2017

LEITURAS DE MARÇO/17


Ah, março... que montanha russa, hein. Com uma média de um livro por semana e várias coisas acontecendo na vida, não haveria como eu ficar mais satisfeito. Esse mês foi bom. Incrivelmente bom, na verdade. Acho que quanto mais os livros nos causam fortes sentimentos, seja raiva, amor, frustração, alegria etc, melhores são as leituras, mesmo que elas não sejam cem por cento. Então, é claro, tá tudo bem, tá tudo bonito!

quarta-feira, 1 de março de 2017

LEITURAS DE FEVEREIRO/17


Aaah, fevereiro! O mês do meu aniversário, e um mês tão bonito mas tão curto... De leituras, fiquei satisfeitíssimo. Meu maior medo era não conseguir terminar o maior livro deles, que tinha 790 páginas, mas consegui. E melhor que isso, peguei um livro em inglês para ler (e escutar), pois acredito que eu esteja um pouco enferrujado, já que ano passado li bem menos em outra língua que o ano anterior a ele. Então, mais uma vez: uhuu, vitória!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

SISTEMA DE AVALIAÇÃO



Muita gente já deu uma olhada na minha estante virtual do Skoob e se impressionou com a grande quantidade de avaliações de 5 estrelas que faço nas minhas leituras. Essas pessoas se surpreendem mais ainda quando veem que são poucos os livros avaliados em 3 estrelas ou menos. Mas vou explicar aqui direitinho como eu funciono.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

LEITURAS DE JANEIRO/17


O ano começou bem com as leituras, mas não tanto quanto eu gostaria. O motivo creio que seja porque, apesar de ter lido quatro livros, dois deles foram bem curtos e me deixou com a impressão de que o mês em leituras foi escasso. Mas no quesito qualidade, os livros não deixaram a desejar. E considerando que eu mal tenho tido tempo para ler - até mesmo no ônibus, indo e voltando pra faculdade tem sido cansativo - eu consegui me virar com um total de 1.181 páginas no mês, o que me dá uma média de 295 páginas por livro, então uhuu, vitória!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

QUERIDO DEZEMBRO,

desde antes de começar a te escrever, há dois anos atrás, tenho tido reservas em relação à você. É engraçado agora olhar para trás e ver o quanto as coisas mudam. Claro que você continua não sendo o meu favorito, ainda te acho a descida e parada final de uma longa montanha russa.

O que mudou foi minha percepção, a minha projeção de mim sobre todos esses livros que tenho lido que tanto falam de pessoas que mudam de acordo com os acontecimentos em suas vidas. As mudanças são consideráveis. 

domingo, 18 de dezembro de 2016

ENTRE QUERER E PRECISAR

Outro dia estava eu conversando com um amigo quando ele começou a falar sobre o namorado, sobre o quanto ele adorava o rapaz, que era fofo, atencioso etc. Eu, que até então estava feliz por ele, acabei ficando um tantinho irritado quando ele logo sugeriu que eu encontrasse alguém (como se, considerando minha recente decepção, eu estivesse necessitado de tal). Cortei-o dizendo "Pra quê? Isso só dá trabalho", ele perguntou "Como assim?", e lá comecei a explicar.

Na minha concepção, o trabalho se dá pelo tempo investido por mim. Acho natural querer estar com alguém, a companhia é ótima, os programas me deixam feliz, as conversas compartilhadas me fazem sorrir e a cada encontro dá um frio na barriga e um calorzinho no coração. Mas a coisa toda passa depois dos primeiros meses. E não digo isso porque é assim que me sinto, mas porque acredito que seja assim que eles se sentem. Posso estar errado mas, no momento, é o meu ponto de vista.

sábado, 3 de dezembro de 2016

SOBRE PROFUNDIDADE

Meu histórico de pessoa superficial e inatingível não é de hoje. Quando mais novo, sempre fui muito fechado em mim mesmo, nunca deixei gente entrar e saber o que se passava na minha cabeça. Parando para pensar agora, acredito que tudo tinha a ver com o fato de não estar confortável com meus pensamentos na época. Sempre fui do tipo que observa os familiares e usa essas observações para não fazer igual. Não há melhores exemplos do que aqueles que não devem ser seguidos. Na época da aborrecência comecei a verbalizar minhas opiniões divergentes em assuntos familiares e, ao fazer isso, mostrar grande irritação acerca dos mesmos. Eu sentia (acho que ainda até sinto) que não fazia parte daquilo. Aquelas pessoas eram meus parentes só no sangue mesmo. Então, acredito que, devido a esse comportamento, eles sempre me consideraram impenetrável, incapaz de sentir algo, ou afiado demais - já que sempre tive uma resposta na ponta de língua para tudo. 

Quando resolvi me expor na internet foi através do meu canal no youtube. O vídeo que mais me deu visualizações foi aquele no qual eu falava do livro A Seleção, da Kiera Cass (inclusive, vergonha desse vídeo que até hoje está na memória de muitos leitores brasileiros que sei que me amam meus micos ♥). Depois de um tempo eu percebi que estar na internet não faz com que as pessoas te conheçam, apenas que elas saibam quem você é. Sempre fui grato pelos viewers etc, mas eu sabia que muita gente me adorava por aquela imagem que tinham de mim opinando sobre livro x, e eu ficava um tanto frustrado quanto a isso - porque eu recebia um tratamento que não acreditava ser digno de alguém que fazia o que eu fazia; era uma espécie de idolatria indesejada, além da banalização da própria imagem. No começo também tinha muita relutância em falar especificamente sobre mim nos vídeos. Eu não estava ali para isso e nem queria ser famosinho, apenas compartilhar opiniões sobre as leituras e conversar.