segunda-feira, 24 de julho de 2017

LEITURAS DE JUNHO/17


Junho foi um mês tão bom para as leituras... ♥ Eu juro que tentei bastante largar a ânsia de ler uma quantidade que considero boa por mês e por isso, dos três livros que li, acabei fazendo duas releituras que valeram muito a pena e me deixaram felizinho. O terceiro livro lido foi um de um autor que adoro e esse novo livro dele me surpreendeu muito, pois jamais pensei que leria algo que me deixasse tão frustrado a ponto de querer entrar no livro e esganar o personagem principal dele. Mas vida de leitor é assim, não é mesmo?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

MAUS LENÇÓIS

Eu não acredito que eu seja do tipo injusto. Egoísta, eu sei que sou. Extremamente. Mas já me perguntei bastante por que me senti assim quando as coisas aconteceram exatamente como eu queria. Eu deveria ter ficado feliz por você. Basicamente te rejeitei, então você sempre foi livre para fazer o que bem quisesse, o que bem entendesse. Inclusive andar de mãos dadas com outra pessoa como costumava fazer comigo.

O meu negócio foi quando eu vi a cena acontecer. Porque, é, eu estava lá e desviei o caminho para não nos esbarrarmos e eu ter de lidar com o clima pesado que tinha certeza que se instalaria. Foi quando eu senti coisas estranhas. Primeiro senti que estava na hora errada e no lugar errado e quis fugir; depois senti inveja.

domingo, 16 de julho de 2017

ANIVERSÁRIO DE 3 ANOS DO #TAGLIVROS


Se você lembra dos meus vídeos no canal Allison7Potter, sabe que algumas vezes recebi caixinhas do pessoal do TAG - Experiências Literárias. Para os que ainda não conhecem, o TAG é um clube do livro por assinatura onde, pagando uma determinada quantia, mensalmente os assinantes recebem uma caixa com um livro escolhido cuidadosamente por um curador - que é normalmente uma personalidade do cenário intelectual.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A CAPACIDADE DE VER ALÉM

Existe um livro, que também tem um filme, que é bastante conhecido, especialmente nos Estados Unidos, chamado The Giver (na tradução, O doador de memórias) da autora Lois Lowry. É simplesmente uma das obras mais incríveis que já li, e um dos filmes mais bonitos que já vi. 

Na história, um garoto chamado Jonas vive 
num mundo onde não existe pobreza, crime, doença, fome, divórcio, medo nem dor. Todos têm família, saúde, emprego, educação e lazer. As pessoas são treinadas para manter seus sentimentos sob controle. As regras de conduta são invioláveis, os desejos, reprimidos, e o amor é uma palavra que não existe no vocabulário. A ordem e a paz reinam absolutas.
Mas esse universo começa a mudar quando Jonas recebe sua Atribuição, o seu papel a ser desempenhado na sociedade, e a dele é a mais inusitada de todas: ele deve ser o novo Recebedor de Memórias. Jonas será o único, além do Doador de Memórias, a guardar conhecimento de sensações, experiências, sentimentos humanos que foram banidos da sociedade.

A partir do momento em que Jonas inicia seu treinamento, ele começa a perceber coisas que estão, de certa forma, fora do alcance do olhos alheios; ele possui a capacidade de ver além.

sábado, 24 de junho de 2017

LEITURAS DE MAIO/17


Depois de um mês com uma leitura emocionalmente carregada (como foi Abril com Por Isso A Gente Acabou), Maio foi o mês do desespero para não ler um só livro. Acabei conseguindo finalizar dois. Foram livros bons, mas os quais queria ter gostado bem mais. Um dos problemas de quando isso acontece é que fico me perguntando se minha reação à história tem a ver com o enredo em si, ou com o fato de eu ter estado tão disperso de mim mesmo que mal pude aproveitá-lo. Fica aí o questionamento. O outro problema é quando começo a ligar mais para a quantidade do que para a qualidade das leituras. Sei que não deveria, até porque nos meus tempos atuais, ler qualquer coisa já é uma vitória... então, que se registre aqui o aprendizado para os próximos meses.

sábado, 20 de maio de 2017

LEITURAS DE ABRIL/17


Abril... Normalmente, confesso, odeio esse mês. Há alguns anos ele tem sido o mês da descida da montanha russa da minha vida. Os três anteriores são os momentos iniciais do carrinho correndo nos trilhos, incluindo a subida. Abril é a queda livre, o frenesi, o rebuliço no estômago, a adrenalina que você não consegue decidir se é bom ou ruim. A minha meta é chegar lá na frente e olhar para ele e ver que dessa vez foi um mês diferente. O que posso dizer agora é que foi corrido, e surpreendentemente cheio de fatores externos, e apenas dois livros lidos. Dois livros que representam ao mesmo tempo coisas boas e coisas ruins. Um sobre um término de relacionamento, um sobre o recomeço. Foi interessante. E basicamente, por enquanto, é o que tenho a declarar.

sábado, 29 de abril de 2017

PAR DE SAPATOS VELHOS

Já faz quase três anos desde que comecei a usar esse par de sapatos. Na época, quando novo, ele era muito bonito. Era preto, simples, tinha além de cadarços um zíper lateral, e tão confortável que quando eu o calçava parecia que estava pisando em nuvens. Ele foi comprado pela minha mãe para uma ocasião muito especial. E a experiência de usá-lo em tal ocasião me deixava não só com os pés nas nuvens mas com a cabeça nelas. Eu me sentia poderoso e feliz e extremamente confortável. Por ter sentido essas coisas, depois disso eu só queria saber de usar ele aonde quer que fosse.

O tempo foi se passando e quanto mais eu usava, mais o coitado ia ficando desgastado e feio e surrado. Mas por dentro, continuava tão confortável quanto antes, afinal eu já o havia amaciado e meus pés se encaixavam neles como duas peças criadas para ficarem juntas eternamente. Eu não via mais a minha vida sem esses sapatos.