sexta-feira, 2 de março de 2018

FANGIRL - Rainbow Rowell

— Não tô jogando minha vida fora. — Grande coisa de vida, pensou ela. — Estou tentando pensar por mim mesma pela primeira vez. Fui junto com Wren para Lincoln, e ela nem me quer lá. Ninguém me quer lá.
— Me conta o que tá acontecendo — disse ele. — Por que está tão infeliz?
— É que... tudo. Tem gente demais. E eu não me encaixo. Não sei como ser. Nada que sou tem a ver com o tipo de coisa que importa lá. Ser esperto não importa; e ser bom com as palavras. E quando as coisas realmente importam, é só porque as pessoas querem alguma coisa de mim. Não porque me querem.
A compaixão no rosto dele era de dar dó.
— Isso não tá com cara de decisão, Cath. Parece desistência.

— E daí? Quer dizer... — Ela jogou as mãos para o alto, depois as largou no colo. — E daí? Não vou ganhar nenhuma medalha se continuar. É só a faculdade. Quem liga se eu fizer uma ou não?
— Você acha que seria mais fácil se morasse aqui.
Acho.
— Que jeito mais tosco de tomar decisões.
— Quem disse? Winston Churchill?
— Que tem de errado com o Winston Churchill? — disse o pai, parecendo irritado pela primeira vez desde o início da conversa. Que bom que ela não disse Franklin Roosevelt. O pai dela era fã dos Aliados.
— Nada. Nada. É que... não se pode desistir às vezes? Não é OK dizer "isso tá me machucando demais, então vou para de tentar"?
Isso levanta um precedente perigoso.
De evitar a dor? 
De evitar a vida.
(ROWELL, 2014, p. 242; grifo nosso)
***
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REFERÊNCIA:
ROWELL, Rainbow. Fangirl. São Paulo: Novo Século Editora, 2014.

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