sábado, 24 de junho de 2017

LEITURAS DE MAIO/17


Depois de um mês com uma leitura emocionalmente carregada (como foi Abril com Por Isso A Gente Acabou), Maio foi o mês do desespero para não ler um só livro. Acabei conseguindo finalizar dois. Foram livros bons, mas os quais queria ter gostado bem mais. Um dos problemas de quando isso acontece é que fico me perguntando se minha reação à história tem a ver com o enredo em si, ou com o fato de eu ter estado tão disperso de mim mesmo que mal pude aproveitá-lo. Fica aí o questionamento. O outro problema é quando começo a ligar mais para a quantidade do que para a qualidade das leituras. Sei que não deveria, até porque nos meus tempos atuais, ler qualquer coisa já é uma vitória... então, que se registre aqui o aprendizado para os próximos meses.

AVISO: Se você ainda não leu o LIVRO 1 da série Trono de Vidro, o comentário a seguir pode conter spoilers que comprometerão sua experiência com ele.

Título: Coroa da Meia-Noite
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera
Ano: 2015
Páginas: 404
Série: Trono de Vidro; 2
Minha avaliação: ✩✩✩✩
"Quando entender, quero que lembre que 
não teria feito diferença nenhuma para mim. 
Nunca fez diferença para mim quando se tratou de você. 
Eu ainda o escolheria. Sempre vou escolher você."

Coroa da Meia-Noite é o segundo volume da série Trono de Vidro de Sarah J. Maas. Nesta parte da série, após ganhar a competição a se tornar a campeã - assassina pessoal - do rei, Celaena tem de colocar a mão na massa e trabalhar para, aos poucos, conquistar a sua liberdade. O problema aparece ela recebe do rei de Adarlan uma lista de pessoas que possivelmente estão conspirando contra seus misteriosos planos, e dentre estas pessoas está um antigo amigo dela. Mais mistérios e mentiras vão aparecendo ao decorrer da trama e a assassina tenta decifrar todos eles e descobrir a fonte de poder do rei em um lugar onde a magia antes de ser banida sumiu por vontade própria.

Entre terminar Trono de Vidro e começar a ler Coroa da Meia-Noite eu me perguntava como a história de Celaena - como a figura de assassina sangue-frio - seria pintada no decorrer da série. Neste segundo volume a surpresa, para mim, foi grande. Celaena é de fato uma máquina mortífera treinada para matar. O problema é quando você enxerga isso como uma coisa boa. Porque que tipo de história te apresenta uma assassina mas não te dá os pormenores do poder de sangue que ela tem ao manejar suas espadas? Por isso a surpresa.

Eu tinha muito medo de ser enganado e ficar me iludindo por dois motivos. O primeiro, por achar que tudo era só um mimimi inventado e que Celaena não era nada do que diziam. O segundo, por achar que a assassina seria tão brutal que eu jamais conseguiria gostar dela - já que sou péssimo para gostar de personagens violentas etc. Comparando os dois motivos, na minha cabeça eles meio que se anulam. E talvez isso seja bom. Celaena pode ser um ou outro ou os dois ao mesmo tempo.

Aproveitei bastante a história, apesar de ter querido correr e terminar o livro dentro do meu prazo estabelecido para ler pelo menos mais um. O meu problema é a forma como eu sempre acabo comparando a escrita da autora nessa série com a escrita em Corte de Espinhos e Rosas. Pude notar que, em dois volume de Trono de Vidro, as coisas aqui tem um ritmo mais lento e de mistério estilo Pretty Little Liars (que só é resolvido perto do final do livro e te deixa ansiando pelo próximo).

O que me conforta, é saber que finalmente a identidade dela foi revelada - porque é, não sei se alguém notou isso, mas tem mistério sobre a identidade dela sim; e é até meio óbvio, mas ler ali, escrito bonitinho com todas as letras, quem ela é, dá aquela euforia louca. Foi algo que realmente amei e me faz criar expectativas para o próximo volume (Herdeira do Fogo). 

Outra coisa é o que ela fará agora que tudo está out in the open e sabemos quem ela é, o que pode fazer e as dúvidas sobre o papel dela nessa luta, que com certeza ocorrerá contra o rei de Adarlan. E mais, onde se encaixarão Dorian e Chaol - que agora senti que foram bem mais explorados e me deixaram agoniado pois, dentre as duas opções, não sei bem qual o menos pior, já que não estou me importando com o romance de Celaena, mas com o futuro de Irilea.

Ai, ai, there are so many perguntas não respondidas... *gritando internamente*

 
Título: Bela Maldade
Autor: Rebecca James
Editora: Intrínseca
Ano: 2011
Páginas: 302
Minha avaliação: ✩✩✩
"O que eu quis dizer foi que se você vê um sentimento mau em si mesmo, 
não gosta dele e tenta não senti-lo, então isso é bom. 
Ninguém é de fato inteiramente bom. Pelo menos é o que eu acho. 
Tentar ser bom, ou ao menos tentar não ser mau, 
provavelmente é o mais perto que conseguimos chegar."

Bela Maldade, de Rebecca James é um livrinho do qual escutei muito a minha querida amiguinha booktuber Ana Vitorino falar e adorar e dizer ser uma leitura incrível.

A premissa básica: Depois de uma tragédia que acabou com a perfeição de sua família, a garota chamada Katherine se muda para uma nova cidade e tenta recomeçar a vida onde ninguém a conhece e tentar esquecer o passado. Porém, ela é vista por Alice, a garota dourada, a mais popular do colégio, que se torna sua nova amiga e apresenta à vida encantadora de ser popular. O problema é que quanto mais Katherine conhece Alice, mais ela percebe que a garota a assusta e pode vir a ser um grande problema. Daí a trama vai se desenrolando e vamos descobrindo aos poucos sobre o acidente, sobre do que Katherine foge, e qual a participação de Alice nisso tudo.

O livro é contado por capítulos que intercalam linhas do tempo que eu chamo de Antes, Agora e Depois. Isso foi algo que me incomodou um tantinho porque os capítulos não dizem isso quando começam e eu não percebia a mudança nas linhas e ficava bem confuso. 

O thriller é interessante, mas achei que o mistério (que de fato é um assunto preocupante que deve ser entrado em discussão) poderia ter sido um pouco maior. As personagens também, para mim, foram um pouco rasas. Alice talvez tenha sido a mais interessante por ter a personalidade louca, mas fiquei querendo mais. Katherine me pareceu bem mimizenta e não fiquei querendo mas esperando bem mais dela. Robbie é um amorzinho etc, mas é outro que queria mais dele, mais participação e profundidade. O restante, para mim, só apareceu lá para encaixar nas lacunas de forma fácil e sem muitas explicações.

No geral, foi um livro bom e interessante, com uma trama que me instigou a continuar lendo para descobrir todo o mistério. Só queria que tivesse me impactado bem mais.


Eu sei bem que tenho estado atrasado com esses comentários sobre as leituras do mês, mas a vida não tem sido fácil e meu TOC com postagens bonitinhas que agradam os meus olhos não me deixaria fazer qualquer coisa sem eu realmente tirar um dia para sentar a bunda na cadeira e trabalhar em cima disso. Mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? Paz.

Foto: produção própria.

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