quarta-feira, 1 de março de 2017

LEITURAS DE FEVEREIRO/17


Aaah, fevereiro! O mês do meu aniversário, e um mês tão bonito mas tão curto... De leituras, fiquei satisfeitíssimo. Meu maior medo era não conseguir terminar o maior livro deles, que tinha 790 páginas, mas consegui. E melhor que isso, peguei um livro em inglês para ler (e escutar), pois acredito que eu esteja um pouco enferrujado, já que ano passado li bem menos em outra língua que o ano anterior a ele. Então, mais uma vez: uhuu, vitória!

Título: Star Wars: Ahsoka
Autor: E. K. Johnston
Editora: Disney
Lucasfilm Press
Ano: 2016
Páginas: 205 (eBook)
Série: Star Wars
Duração: 7h5m (Audiobook)
Narração: Ahsley Ackstein
Editora: Listening Library
Minha avaliação: ✩✩✩✩✩
"Existem dois tipos de família [...] onde você nasce no lugar certo 
para as pessoas certas e estão presos uns aos outros. 
Se você tiver sorte, tudo dá certo. 
O outro, é o tipo de família que você encontra."

Ahsoka é um dos novos livros do universo expandido de Star Wars, e um integrante do cânone oficial.

Confesso que, desde o finalzinho de 2015 e começo de 2016, a cada dia que passa tenho ficado mais obcecado por Star Wars. Então é certo que tudo de livro que for lançado, uma hora ou outra vou meter a mão e devorar como se não houvesse amanhã.

Ahsoka é a padawan de Anakin Skywalker, personagem que [pelo menos até agora] só aparece nas animações da série (The Clone Wars e Rebels).

Neste livro, que se passa um ano após da queda dos Jedi e a criação do Império Galático, acompanhamos a togruta ainda tentando se estabelecer em algum planeta da Orla Exterior e fugir dos soldados imperiais que caçam os Jedi desde a Ordem 66. Além disso, é claro, o livro serve para explicar os eventos e contatos que levaram a togruta a se juntar às forças da Aliança Rebelde que já estava em formação.


Dos livros que já li de Star Wars, achei incrível esse ter sido um dos mais fáceis, especialmente considerando que o li em inglês juntamente com o audiobook. Na minha experiência com os demais, a escrita era mais pesada e cheia de termos técnicos das naves espaciais, planetas e espécies da galáxia-muito-muito-distante.

Falar de Star Wars é um tanto complicado mas, graças à essa nova era em que a Disney meteu o dedo pra lançar mais filmes, é possível entender as coisas um pouquinho melhor - já que há uma linha do tempo se estabelecendo e livros, quadrinhos, filmes e games sendo lançados à torto e à direta pra preencher os gaps entre os filmes.

Mas, enfim, o que eu entendi foi que Ahsoka, faz parte dessa linha do tempo, só que é integrante dos livros juvenis. De acordo com minhas pesquisas, no quesito de livros existem os que são para o público adulto (publicados pela DelRey Books, e aqui no Brasil pela Editora Aleph), e os para o público mais jovem (publicados pela Disney Lucasfilm Press, e aqui no Brasil pela Editora Seguinte).

Até onde sei, este não tem previsão de ser lançado no Brasil. Mas espero que isso aconteça e em breve, pois mal terminei e já quero reler - sem falar que quero ter uma cópia física dele. Talvez um grande plus pra eu ter adorado essa narrativa (além de adorar a Ahsoka) foi que o audiobook de 7 horas é narrado pela Ahsley Ackstein, também dubladora da personagem nas animações. Foi maravilhoso ter algo de novo pra imaginar a togruta fazendo e dar gritinhos ao entender como ela foi parar na série de TV Star Wars: Rebels.

É óbvio que para os amantes de Star Wars é um livro mais que recomendado. Para os que ainda não conhecem, talvez também seja pois, como disse, foi uma leitura mais fácil. Mas enquanto não se sabe se a Editora Seguinte irá publicar, a recomendação para os iniciantes é o Star Wars: Estrelas Perdidas, que dá uma boa pincelada do universo com uma narrativa igualmente leve e divertida.


Título: The Originals: A perda
Autora: Julie Plec
Editora: Galera Record
Ano: 2015
Páginas: 191
Série: The Originals; 2
Minha avaliação: ✩✩✩✩
"Esta coisa que tenho agora não é vida, sempre esperando 
pela próxima vez em que começo a afundar na escuridão. 
Mais cedo ou mais tarde, não conseguirei subir para tomar ar, 
e me afogarei nestas trevas para sempre."

A Perda, é o segundo volume da trilogia de livros The Originals, inspirada na homônima série de TV, spin-off de The Vampire Diaries (Diários do Vampiro).

Neste livro, que se passa na New Orleans de 1766, Niklaus Mikaelson, que já se tornou o bam-bam-bam da cidade está disposto a conseguir mais. Com a ajuda de uma bruxa disposta a fazer um pacto com o vampiro, ele consegue de volta o objeto de desejo de seu coração. No entanto, a bruxa se aproveita do pacto e lança uma maldição que interfere drasticamente no equilíbrio sobrenatural da cidade, iniciando assim uma nova guerra na New Orleans recém construída.

Meu negócio com o mundo sobrenatural de The Vampire Diaries vem desde que a série de TV surgiu em 2009, quando pegou o embalo da saga Crepúsculo. Desde então The Vampire Diaries é a única série que acompanho com muito gosto na televisão e na literatura. The Originals é subproduto de TVD, e há quem diga que o spin-off chega a ser até melhor que a série principal. Gosto é gosto, não é mesmo? Mas não estou criticando. O que vier pra mim é ganho. Especialmente se vier em formato de Klaus Mikaelson, o vampirão maravilhoso e mais temido por ser praticamente o "pai" dos vampiros e um híbrido (também lobisomem).

Nestes livros escritos por Julie Plec, produtora de ambas as séries de TV, acompanhamos a história dos Originais antes de aparecerem em Mystic Falls, fugindo de Mikael e estabelecendo um lar/esconderijo em New Orleans. Confesso que não li o primeiro volume, Ascensão, mas isso não me abalou muito, pois pesquisei e descobri que essa trilogia tem entre cada volume um intervalo de tempo de algumas décadas, e cada livro se passa num momento que ficou marcado na história da cidade: Ascensão trata dos três irmãos Mikaelson envolvidos em eventos que geraram o furacão que devastou a cidade em 1722; A Perda se passa 44 anos depois do furacão, em 1766, na cidade já reconstruída, e envolve os Mikaelson em mais um evento sobrenatural; e The Resurrection (na tradução livre, A Ressurreição), em 1788, 22 anos depois, envolvendo-os na história do Grande Incêndio da cidade.

Sou suspeito para falar, por motivos já explicitados anteriormente, mas devo dizer que adorei ler A Perda e mal posso esperar para ler tanto o livro anterior quanto o próximo. Uma das coisas que me faz gostar bastante dessa série é a ligação da criação do ambiente com fatos históricos (sobrenaturais ou não) do Sul dos Estados Unidos. New Orleans é conhecida como a cidade estranha e cheia de mistérios que atrai turistas de todas as partes do mundo, e achei divertido e interessante colocar as personagens nesse ambiente. Além de, claro, a história dos Mikaelson sempre ter alguma moral em relação à família: família é poder, família always and forever etc, por mais que todos apunhalem uns aos outros pelas costas com grande frequência. Família é tudo assim mesmo, não é? Então para mim, esse livro foi, de fato, divertido. [risos] 



Título: Herança
Autor: Christopher Paolini
Editora: Rocco
Ano: 2012
Páginas: 790
Série: Ciclo A Herança; 4
Minha avaliação: ✩✩✩✩✩ ♥
"É impossível passar pela vida incólume. 
E nem você deveria querer isso. Pelas feridas que acumulamos, 
medimos tanto nossas loucuras quanto nossas conquistas."

Herança é o livro que fecha o Ciclo A Herança. Neste último volume da série iniciada com Eragon, o personagem principal finalmente se depara com a realidade do seu destino: derrotar o tirano imperador Galbatorix e devolver a paz ao povo da Alagaësia.

Como disse no mês anterior, eu comecei a ler essa série em 2009. Na época, quando cheguei ao livro 3, me surpreendi ao descobrir que o autor tinha decidido jogar fora a ideia de trilogia e escrever mais um livro para fechar com chave de ouro as aventuras de Eragon e Saphira. É claro que fiquei um tanto frustrado, pois ainda não tinha nem previsão de lançamento desse livro, mas ao mesmo tempo animado por ter mais história. E, obviamente, com aquele final de Brisingr, era p-r-e-c-i-s-o mais um livro!

Em 2014, dois anos depois de Herança ter chegado ao Brasil, consegui comprá-lo num golpe do destino: navegando sem rumo pelo site da Saraiva, vi que ele estava de promoção pela metade do preço. Sabendo que os livros da Rocco são bem caros, eu surtei e não hesitei em finalmente comprar. Sabe lá quando ia aparecer outra oportunidade!?

Comprei, fui feliz e deixei o tadinho sentado na minha escrivaninha por mais dois anos. Até que, em novembro passado, no twitter, me deparei com o vídeo da Talita Ferreira anunciando um read-along de releitura e, mais uma vez, não perdi a oportunidade.

Hoje, tendo relido os três calhamaços e lido esse último monstro, me vem uma enorme sensação de alívio e um pouco de tristeza. De 2009 pra cá foram mais de 7 anos pensando como essa história acabaria. Foi uma experiência maravilhosa! Na minha humilde opinião, o autor é um deus da escrita. Eu, que mal consigo escrever uma postagem de blog, me pergunto como ele consegue escrever tanto e de uma forma tão descritiva e, diria, atenciosamente detalhista.

Sim, eu faço parte do grupo de pessoas que se intimida facilmente com livros grandes e grossos, mas já tinha prometido a mim mesmo que não morreria sem finalizar essa série [dramático]. Assim como Brisingr, também marquei Herança como um favorito, pois foi quase impossível não sentir o calorzinho no coração quando, em certos momentos da narrativa, eu levava um tapa na cara. Até cheguei a lagrimar quando o final foi se aproximando, e eu nem esperava por isso porque sempre achei que ao mesmo tempo em que o mundo fantástico da Alagaësia me encantava, ele também me assustava. Reler os três livros anteriores agregou muito para a batalha final, e percebi que pontas não ficaram soltas. Perguntas do primeiro livro foram respondidas e tudo fechou lindamente.

Vou sentir saudade do Eragon, e até que gostaria de ter mais um livro ou um conto dando mais detalhes sobre o futuro do Cavaleiro de Dragão. O jeito é esperar pelo autor, que justificou que gastou muito tempo construindo esse mundo e não se livraria dele assim tão fácil. Amém, Christopher!

Se onr sverdar sitja hvaas!


Essas foram as coisas lindas do mês! Março provavelmente trará alguns surtos sobre Sarah J. Maas e, claro, mais Star Wars. \o/

Foto: produção própria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário