terça-feira, 28 de janeiro de 2014

THE WHITE QUEEN (The Cousins' War, #1) - Philippa Gregory



Uma breve explicação para compreender The White Queen

Tudo começou próximo do fim da Guerra dos Cem anos quando Henry VI, com apenas meses de idade, ocupou o trono da Inglaterra. Foi coroado aos oito anos e depois de muito tempo governando e casado com Margaret of Anjou a sanidade mental de Henry, devido a instabilidade política do país, se tornou uma questão duvidosa para o Conselho Real. Muitos acreditavam que Henry não servia para um cargo de tal importância e que sua esposa havia se tornado a verdadeira mão por detrás das decisões do reino.

E então, vários nobres resolveram apoiar apoiar a Casa York para governar o país e substituir Henry - pois qualquer coisa seria melhor que ter um rei Lancaster desequilibrado e manipulado pela esposa.
O fato não passou despercebido pelo rei Henry, e então ele nomeou Richard Plantagenet, o duque de York, como regente até que se tornasse novamente capaz de governar. Uma vez recuperado, Henry retirou todos os poderes anteriormente dados ao Duque de York, e assim se abriu o confronto entre as Casas York e Lancaster.

Passado alguns anos, muitos conflitos e a sanidade mental de Henry ainda em questão, Richard de York junto com Richard Neville, o conde de Warwick, confrontaram o rei até que o exército do mesmo esmagasse as forças do lado York e Richard fosse eliminado, deixando apenas Warwick - que futuramente seria conhecido como o Criador de Reis e ajudaria o herdeiro de Richard a traçar seu caminho até o trono, finalmente tirando Henry da jogada.


Em The White Queen


A Rainha Branca é um romance histórico escrito pela historiadora Philippa Gregory - mais conhecida como a autora da série da Corte dos Tudors. A narrativa é composta de uma mistura de fatos e ficção. The White Queen apresenta boa parte da história da Guerra dos Primos - ou a Guerra das Rosas - pelo ponto de vista de Elizabeth Woodville, da casa Lancaster.

Título: The White Queen
Autor: Philippa Gregory
Editora: Simon and Schuster UK.
Edição: paperback; 2013
Páginas: 409 páginas
(455 com conteúdo bônus)
Avaliação: 5/5 estrelas.
A narrativa se inicia em 1464 quando a Elizabeth vai pedir ajuda ao recém coroado rei, Edward IV de York, o herdeiro mais velho do falecido Richard Plantagenet, duque de York. 

Elizabeth era casa com Sir John Grey, que  foi morto enquanto lutava pelo Rei Henry VI na Batalha de St. Albans. Com seus dois filhos, de 8 e 9 anos, e sem o direito à herança do marido ela resolve recorrer a quem agora detém a posse da coroa para que a herança de seus filhos volte a seu poder. 

Armada apenas com sua beleza e determinação, ao encontrar Edward e fazer seu pedido, Elizabeth recebe uma resposta fácil e imediata, já que o principal propósito de Edward é trazer paz aos ingleses.

Compelido pela beleza de Elizabeth, Edward se declara loucamente apaixonado por ela e deseja possuí-la. Sendo da Casa Lancaster, o fato de Elizabeth se envolver com um York não é agradável a família, especialmente pelo fato de Edward ser apenas um jovem de 20 e poucos anos e ter fama de lascivo.

Primeiramente, Elizabeth hesita, mas logo percebe que também está apaixonada pelo jovem rei. Sendo uma mulher de honra, ela não se entrega de mãos beijadas e abomina a ideia de ser apenas mais uma das amantes na corte do Rei.

Quando Edward pede para que ela o encontre debaixo do grande carvalho, o lugar em que se encontraram pela primeira vez - onde ela lhe fez o pedido -, e ele tenta possuí-la a força, Elizabeth não se deixa levar e chega a tomar a adaga do próprio rei e ameaçá-lo caso ele tente se aproximar dela. Ultrajado com a atitude de Elizabeth, sendo ela a primeira mulher a se recusar a ele, Edward parte e promete nunca mais voltar.
Não, gente isso não é Lua Nova e ele não é Edward Cullen. HAHAH

Muita coisa acontece até que finalmente Elizabeth é nomeada a nova Rainha da Inglaterra.
Sendo uma plebeia, obviamente ela não é aceita facilmente pela família real, especialmente por Richard Neville, o conde de Warwick - que tinha planos de casar Edward com uma princesa francesa.

A estadia de Elizabeth no trono é tumultuada de momentos difíceis para ela e sua família; entre eles, o fato de que Jacquetta Woodville, Lady Rivers, sua mãe, acredita que são descendentes de Melusina, a deusa do rio - uma espécia de espírito feminino dos rios que atrai homens - e têm poderes mágicos. E então, logo a corte enxerga o casamento de Edward e Elizabeth como um ato de bruxaria.


Meu relacionamento amoroso com A Guerra das Rosas


Honestamente, eu nunca na vida havia estudado a Guerra das Rosas.
Quer dizer, se estudei sobre isso em algum momento do ensino fundamental ou médio, eu não lembro mesmo - até porque nunca fui chegado em História. Se alguém se interessar em saber, vou contar como deixei parte da ignorância de lado:
Um belo dia eu estava num site chamado getglue olhando uns adesivos quando vi um de The White Queen, uma série da BBC, e nele estava a imagem do Max Irons. Como eu super adorei/amei The Host (onde Irons interpretou Jared Howe), eu disse pra mim mesmo que assistiria aquela série só por causa dele - coisa nada a ver porque odiei (e ainda sinto certa antipatia em relação a) o personagem Jared.

Procurei links e comecei a assistir a série.


No primeiro episódio eu já surtava de emoção porque a história era muito legal - e até esse momento eu não fazia ideia de que aquilo era História de verdade. Santa ignorância!

Fui assistindo um episódio atrás do outro até que descobri que a série de tv era baseada em três (3) livros: The White Queen, The Red Queen e The Kingmaker's Daughter. Sendo quem sou, fui atrás dos livros e aí sim descobri que uma tal historiadora havia compilado fatos numa narração. Terminei de assistir a minissérie - que infelizmente só tem 10 capítulos -, comprei o livro e aqui estou.

The White Queen está definitivamente entre os melhores livros que já li em 2013. O livro valeu tanto a pena quanto a série de tv.
O principal tema de The White Queen é a importância da mulher em meio a guerra; especialmente a ascensão de uma plebeia ao poder. E Philippa Gregory fez um trabalho maravilhoso, pois conseguiu mostrar isso acrescentando os trechos da lenda de Melusina em certas partes da narração. Como a própria autora já disse, a lenda da deusa dos rios serve de apoio para mostrar a dificuldade que é para as mulheres viver num mundo de homens.


Inclusive, a tagline que a BBC usou para a divulgação da minissérie foi "A war that won't be won at the battlefield" ou "Uma guerra que não será vencida no campo de batalha". Uma frase perfeita, levando em conta que Elizabeth acaba tendo grande participação em acontecimentos do campo de batalha, já que ela conta dons psíquicos de uma descendente de Melusina. Mas Elizabeth não é a única mulher por trás desta guerra. Há também Margaret Beaufort e Anne Neville, que são, respectivamente, as protagonistas dos volumes 2 e 4 da série. A série de tv foi baseada em 3 livros de Gregory.

Enfim. Só o que tenho a dizer é que é uma história incrível e envolvente com esse toque sutil de magia, além de uma ótima maneira de aprender um pouco de História se divertindo. Super recomendo e quero ver vocês comentando comigo sobre este livro.

Booktalk:



Trailer de lançamento da série:


Trailer da série:




Discussão em grupo


1. Discuta os primeiros encontros de Elizabeth e Edward e suas razões para procurá-lo. Eles se casaram por amor? Você se surpreendeu com o fato de Edward ter desafiado seu mentor Warwick e ter mantido o casamento com Elizabeth em segredo? Porque sim, e porque não?

2. Qual o significado da lenda de Melusina? Anthony diz que a crença de Elizabeth em Melusina e em suas próprias habilidades místicas são como 'parte contos de fada, parte crença religiosa e tudo parte da imaginação feminina'. Ele está certo, ou Elizabeth e Jacquetta eram realmente capazes de fazer magia? Sendo a morte a pena pela prática de bruxaria, porque elas corriam o risco? Quais as consequências indesejadas existem para seus atos?

3. O destino dos dois príncipes na Torre é uma mistério que há séculos historiadores tentam solucionar. Qual a sua opinião sobre o modo como Philippa Gregory apresenta este aspecto da história? Richard, duque de Gloucester, é suspeito de ser o responsável pela morte dos meninos. Porque Elizabeth acredita nele quando ele diz que não mandou matar os príncipes?

Vamos discutir estas questões?


Clique aqui para ler o conteúdo bônus do livro onde a autora fala sobre a construção do enredo.

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