terça-feira, 8 de outubro de 2013

WILL GRAYSON, WILL GRAYSON - John Green & David Levithan

 
"Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, dois estranhos cruzam o caminho um do outro.
Dois adolescentes de mesmo nome, de círculos diferentes, de repente têm suas vidas 
seguindo em novas e inesperadas direções, culminando em momentos heroicos de virar o coração 
e no mais épico musical para agraciar o palco do Ensino Médio."

Will Grayson, Will Grayson é uma narrativa contada do ponto de vista de dois personagens chamados Will Grayson.

De um lado existe um Will que leva uma vida baseada em duas regras: 1) não se importar muito com nada; 2) calar a boca.  A existência de Tiny Cooper, só agrava a tentativa de Will ser uma pessoa normal na escola. Tiny é o melhor amigo dele desde a quinta série. Depois de uma temporada separados Tiny voltou agora mais gay que o normal, para a frustração de Will. Não que ele seja homofóbico ou tenha vergonha do amigo, nada disso! Will já até escreveu uma carta para o jornal da escola defendendo os direitos de Tiny, e é por essa razão, que hoje é tachado de boiola por associação.

"Estar em um relacionamento, isso é algo que você escolhe. Ser amigo, isso é simplesmente algo que você é."

Do outro lado, outro Will: um adolescente frustrado e depressivo. Não do tipo estou-cortando-meus-pulsos-porque-minha-vida-é-uma-droga-sem-motivos-aparentes depressivo, mas sim do tipo hey-seria-legal-se-o-ônibus-da-escola-quebrasse-e-todos-morrêssemos-queimados-e-assim-minha-mãe-ganharia-mais-dinheiro-com-a-indenização-da-minha-morte-do-que-eu-jamais-conseguiria-trabalhando-nessa-vida-miserável depressivo. Mas ele tem uma razões pra esse humor negro. Will mora apenas com sua mãe, seu pai sumiu e a única companheira da escola, Maura, não é exatamente sua melhor amiga. Seu único refúgio feliz é a internet onde ele troca mensagens com Isaac, um garoto que ele conheceu online e sonha em um dia encontrá-lo.

"'trocar de vida” é algo em que somente um completo idiota pode acreditar. como se você pudesse pegar o carro, ir até uma loja e comprar uma vida nova. vê-la em sua caixa brilhante, olhar pela tampa de plástico, vislumbrar a si mesmo em uma nova vida e dizer: 'uau, pareço muito mais feliz — acho que esta é a vida de que preciso!', levá-la até o caixa, pagar no cartão de crédito. se trocar de vida fosse fácil assim, seríamos uma raça em êxtase. mas não somos."

Dois garotos de mesmo nome, mas de mundos diferentes. Até que chega o dia em que o acaso - ou quem sabe o destino - os pões frente à frente, e suas vidas são tremendamente afetas pelo outro. 

Título: Will Grayson, Will Grayson
Autor: John Green; David Levithan
Editora: Penguin Books
Ano: 2013
Páginas: 308
Minha avaliação: ✩♥
Born this way, baby! 

A principal razão pra eu ter lido esse livro foi: a necessidade de mais uma dose de John Green na vida. Dois meses antes eu tinha lido A Culpa é das Estrelas, que foi o primeiro que li do Green - e amei -, e Will Grayson surgiu como indicação de uma amiga do skoob (Oi, Bruna!). Daí consegui um link e li imediatamente uma versão online mesmo. Isso tudo em novembro de 2012.

Nas primeiras linhas do livros eu soube que iria amar. Dito e feito. Eu ria enlouquecidamente de toda a coisa de cutucar o nariz do amigo com um Will, e das ironias sobre mandar a mãe ir à escola com outro Will.

Se você pensa que só porque o enredo tem temática homossexual e receia não gostar, pode parar de frescura. Há tantos outros temas que a gayzice passa quase despercebida. Ou não.

O que estou querendo dizer é que o objetivo desse livro não é só pregar a filosofia "respeite os direitos do próximo". O livro tem como principal tema a vida adolescente, e dentro deste, o amor, a aceitação, a superação de medos e decepções e, principalmente, a amizade. Amor como um todo, amor de todas as formas: de amigo, de mãe; aceitação própria e do próximo; superação de uma causa perdida, seguir em frente; amizade e sua importância.

Me identifiquei com boa parte da narrativa e até considero traição compartilhar meu amor por esse livro. John Green não decepcionou, e muito menos David Levithan - que, na verdade, me conquistou com o estilo diferente de escrita (toda com letras minúsculas) para descrever seu personagem.

Foi uma leitura divertidíssima, um dos meus livros favoritos de 2012 (e da vida). Uma pena eu só ter conseguido meu exemplar esse ano, mas a releitura foi ótima, apesar de longa. E sim, pretendo ler outra vez e outra vez e outra vez. E comprar um exemplar com cada capa, porque certos livros são tão bons que você precisa ter cada edição com cada capa já publicada. ♥

4 comentários:

  1. kkkk goste muito tanto do video quanto da resenha,kkkkk muito legal
    livro-azul.blogspot.com.br

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  2. Oi. ;D
    Comecei a ler em e-book só por curiosidade, já que não era minha leitura do momento, estava com outros livros na frente. Mas tipo, o John Green é tão meu que eu precisava dar uma espiada kkk
    NÃO CONSEGUI PARAR ;O kkkkk É um livro muito divertido, muito cru e com um tema abordado de uma forma que eu nunca vi. Eu tô adorando e tô me segurando para não devorar.
    Adorei sua resenha, depois vejo seu video que tô sem fones de ouvido agora hahah, alias eu sempre vejo seus vídeos, acho o máximo.
    Beijos

    http://elaeseuslivros.blogspot.com.br ♥

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    Respostas
    1. Obrigado, Jéssica!
      IAUHSIUAHSIUA é o meu livro favorito do John. É muito, muito bom! x)

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