quinta-feira, 18 de abril de 2013

NEWS: Título e criação de Divergente 3

Veronica Roth, autora de Divergente e Insurgente (ambos publicados no Brasil pela editora Rocco), revelou hoje (18) no USA Today o título do último livro da trilogia.

E o título é...



Confira a notícia traduzida abaixo:

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Foto: Nelson Finch
Veronica Roth, autora de Divergente revela o título do último livro da série.

Allegiant! Este é o título da conclusão da trilogia bestseller de Veronica Roth, anunciado neste vídeo. 

A história da estrela adolescente da série young adult, Tris Prior, se passa na Chicago distópica. Em Allegiant, que estará à venda em 22 de Outubro pela HarperCollins, Tris enfrenta escolhas impossíveis em relação à sua lealdade em como viverá num mundo distante das paredes de sua Chicago distópica.

O primeiro livro da série, Divergente (2011), atingiu a trigésima primeira posição na lista dos livros mais vendidos do USA Today e o segundo, Insurgente (2012), a décima posição.

Sobre o novo título "
Você tem que ter -ente (no final)", Roth, 24, disse a Brian Truitt, entrevistador do USA Today, quando ele a entrevistou sobre Insurgente ano passado. Roth vem brincando ao se referir a Divergente livro 3 em seu blog com o título Detergente. A ideia da trilogia Divergente aconteceu quando Roth ainda estava na universidade Northwestern.

Os fãs logo poderão mostrar sua lealdade [trocadilho com o título] quando o filme estrear. As filmagens do filme Divergente começaram este mês e estrelará Shailene Woodley (The Descendants) e Kate Winslet. É dirigido por Neil Burger e será lançado pela Summit Entertainment (Crepúsculo).

Então, fãs de Divergente, o que vocês acham?

[Fonte: USA Today]

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Além da divulgação, ontem (17), Veronica postou em seu blog uma declaração sobre a criação do último livro da trilogia Divergente. Leia minha tradução abaixo:
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Tempo, trabalho, e (o que mais?) Macklemore
Postado por Veronica Roth em 17/04/2013


"Os grandes não eram grandes porque no momento do nascimento podiam pintar
Os grandes eram grandes porque eles pintaram um monte."

A maneira mais simples de responder a pergunta “Que conselho você tem para os jovens escritores/escritores em geral?” é “apenas escreva mais.” Não importa quantas vezes nós ouvimos isso, ainda procuramos por outras respostas, esperando que elas nos inspirem algum tipo de descobrimento. Mesmo depois de três livros eu ainda cavo na internet ou em livros sobre escrever, pesquisando por alguma outra resposta, mas a mais difícil é a mais simples; o termo mais longo é o melhor – retorne as chaves ou o bloco de notas ou qualquer coisa que você use para escrever e faça isso, então faça de novo. 

É como um casamento – alguns dias tudo é mágico e ele simplesmente dá certo. Alguns dias é difícil. E alguns dias parece como tentar fazer um furo no metal com uma agulha de costura. Mas como acontece no casamento, o que ajuda você a passar por esses dias impossíveis é o compromisso com o tempo. Quando me casei com ele, eu prometi a ele meu tempo, todo tempo que eu era capaz de dar-lhe, e ele me prometeu o mesmo. Eu prometi a mim mesma me dedicar a aprender as coisas profundas sobre ele em vez de experimentar a amplitude de outras pessoas. E para o ofício da escrita, eu também prometi tempo, dedicação e aprendizado. Uma vida inteira de prática, tanto quanto eu posso dar.

Às vezes eu sinto que estou apenas levando meus dias, empurrando-os em direção a esse objetivo, aquele evento ou esse prazo, e eu me esqueço de apreciar o que estou fazendo. E eu gosto do que estou fazendo, cada palavra em cada linha, cada linha em cada página. O trabalho de escrever é o que eu amo, enredando meus pensamentos juntos e depois lutando para desembaraçá-los. Eu amo até o constante fracasso e o constante lembrete de que trabalhar com ele, o fracasso, é possível, necessário e até mesmo agradável. É muito parecido com a vida, o amor, a amizade, dessa forma.

"Você coloca essas horas, e olha para o que você conseguir
Nada que você pode manter, mas tudo o que é."

Com esse último livro eu tive o dom do tempo, um ano e meio para fazê-lo acontecer. E ao meio do processo, percebi que o tempo estava fazendo o possível para eu amar o que estava fazendo, em vez de apenas correr em direção a um prazo o mais rápido que eu pudesse. O tempo deixou o livro íngreme em mim, por assim dizer, ganhando força e mesmo agora que passei por várias rodadas de revisões estou pronta, até animada, em lê-lo novamente. (Ajuda o fato que agora é a vez de copyedits, minhas coisas favoritas).

Eu não estou aqui para discutir sobre o livro em si, ou construí-lo, ou dramatiza-lo – ele vai ser um fracasso criativo em alguns aspectos e um sucesso criativo em outros e esse é apenas a forma como os livros funcionam. Mas o que eu estou falando aqui, é de uma área que este trabalho nunca irá falhar: o desenvolvimento. No desenvolvimento eu estava aberta a críticas, mas eu ainda sabia o que era importante para mim; eu trabalhava em um ritmo constante e eu parei quando eu precisava de algum tempo para pensar, me deixei descansar e me fiz trabalhar; eu amei isso, e eu o fiz todos os dias.


Eu ouvi “Ten Thousand Hours” ontem e as linhas seguintes – Você coloca essas horas, e olha para o que você conseguir/ Nada que você pode manter, mas tudo o que é realmente me surpreenderam. Trabalhar sem ressentimento em relação a esse trabalho, e ao tempo que ele leva, é algo importante para todos os escritores aprenderem. Quando você acaba uma história, todo aquele trabalho não se torna algo que você pode agarrar, que você pode ver mesmo se você pegar um livro acabado no final não irá se igualar aquelas horas. Mas o que você vai conseguir é o trabalho em si, a alegria, a paz e sua luta. Para mim, esse último livro foi um inverno calmo, uma série de caminhadas frias entrando e saindo da cafeteria, uma grande pilha de papel perto da minha árvore de Natal, um segredo que não contei nem para minha família e amigos, algumas noites no sofá com lágrimas nos olhos enquanto eu lia o final de novo e de novo, e a percepção de que eu mudei, assim como as coisas sobre as quais tenho interesse de escrever, apesar de eu ter escrito sobre os mesmos personagens.

Eu na verdade não tenho um ponto aqui. Eu estava pensando hoje, olhando o que eu consegui daquele tempo e daquele trabalho – dias que eu amei viver, palavras que eu amei escrever, o trabalho que eu amo fazer. Não é ruim. Não mesmo.

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